Inadimplência, juros e mudanças econômicas aparecem primeiro nos leilões, que passam a ser vistos como termômetro do setor imobiliário
Para CEO do Leilão Eletrônico, leilões imobiliários antecipam viradas do mercado antes do setor tradicional
Antes de um ciclo de valorização imobiliária se consolidar nos preços anunciados, nos índices de venda ou nas estatísticas de crédito, ele costuma deixar rastros em outro setor: nos leilões de imóveis.
O segmento, que movimenta bens retomados por inadimplência ou penhorados judicialmente, funciona como um sistema de alerta precoce sensível a variações econômicas que ainda não chegaram ao noticiário do mercado convencional.
Entenda por que mais imóveis estão indo a leilão e como isso gera oportunidades para investidores
O mercado de leilões judiciais de imóveis no Brasil está passando por uma transformação relevante e um dos principais fatores por trás disso é o aumento dos divórcios e a mudança nos arranjos familiares.
De acordo com o IBGE, para cada 100 casamentos realizados em 2024, cerca de 45,7 terminaram em divórcio. Além disso, o tempo médio entre casamento e separação caiu para 13,8 anos, o menor já registrado no país.
Esse cenário tem impacto direto no setor de leilão de imóveis, ampliando a oferta de propriedades disponíveis.